Nossa casa

Hoje em dia ser espírita, é muito mais que fazer parte de uma casa de axé, é ser espírita por onde vamos, a sociedade de hoje, esta mudada, o espiritismo esta ai todos os dias para que possamos ver e entender, filmes, seriados, novelas, e uma grande maioria de artistas que assumem ser da religião incentivando a todos a também vestir a camisa, o que vemos nos dias atuais é uma grande inversão da busca religiosa, muitos estão deixando suas atuais religiões, frustrados e decepcionados e vindo ou retornando para o espiritismo, é uma diáspora da igreja para o terreiro, mas no passado nem sempre foi assim, as perseguições, a intolerância religiosa e as rotulações que os espíritas recebiam ao serem chamados de macumbeiros, dificultavam as buscas da pessoas para com o espiritismo (candomblé/umbanda) à partir da década de 70 até meados de 80 todo terreiro era preciso ter um termo de compromisso, comprometendo-se não incomodar os vizinhos manter a ordem e paz, e cumprir os horários liberados para o culto, esse termo era expedido pela extinta delegacia de costumes do Estado do Paraná, e era renovado anualmente. Em data de 10 junho de 1980 através da lei nº 7330 nossa casa foi declarada de utilidade pública e reconhecida pelo então governador Ney Braga. Como disse anteriormente muita coisa mudou, a intolerância religiosa é crime, e hoje temos o dia nacional de combate a intolerância religiosa decretado no dia 21 janeiro, pela lei n º 11.635 sancionado pelo presidente Lula em exercício na época, essa data foi encolhida in memoriam, de mãe Gilda que faleceu nesta data, depois de sofrer fortes perseguições por evangélicos em seu templo: LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997 – Altera os arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e acrescenta parágrafo ao art. 140 do Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940. “Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.” “Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa. Art. 2º O art. 140 do Código Penal fica acrescido do seguinte parágrafo: “Art. 140. (…) § 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem: Pena: reclusão de um a três anos e multa.”