O Ile Alaketu Ijoba Ase Oxum Ogum é um templo religioso, uma roça de candomblé, um terreiro em Curitiba, com o intuito de trabalhar a fé e a caridade no coração daqueles que procuram auxilio espiritual. Estamos abertos a receber a todos em nossa casa, sem nenhuma distinção, O ku abó!
Nossa casa foi fundada no ano de 1978, registrado no 1° oficio de registros de títulos e documentos registro civil das pessoas jurídicas em Curitiba, ao longo dos anos nosso terreiro, tornou-se forte referência na comunidade em Curitiba, pelas atividades religiosas praticadas, e também em trabalhos com entidades sociais, comunidades carentes, diversas ações sociais…
Nosso laço familiar é muito grande, facilmente novos adeptos são bem acolhidos, e encontram nos braços dos mais velhos o carinho e de um pai ou mãe que talvez não tivesse, ou que hoje tem ausência…é um axé de família e as crianças adoram participar das atividades religiosas.
É cuidando dos filhos(as) e toda comunidade que nos prestigia com muito amor e dedicação que nosso Babalórixá, cuida dessa grande família, e cumpre sua missão divina, de dar caminhos, luz, equilíbrio, direção, paz, vida nova, a todos que batem a esta porta.
Hoje em dia ser candomblecista e umbandista, é muito mais que fazer parte de uma casa de axé, é ser da religião em qualquer lugar que estivermos, a sociedade de hoje, apesar do tempo ter passado, pouco mudou em relação ao racismo e preconceito que tem com as religiões de matriz africana, e temos que nos manter firmes nessa luta, buscando nossos espaços e direitos.
Mas apesar disso o que vemos nos dias atuais, ainda é uma grande busca do ser humano em se encontrar, já passou por algumas doutrinas, mas é no braços da fé da nossa religião que ele se encontra, se completa e muitas vezes se descobre.
A intolerância religiosa e as rotulações que as religiões de matriz africana recebem, sempre dificultou a busca das pessoas, para com o candomblé e umbanda, a partir da década de 70 até meados de 80 todo terreiro era preciso ter um termo de compromisso, comprometendo-se não incomodar os vizinhos manter a ordem e paz, e cumprir os horários liberados para o culto, esse termo era expedido pela extinta delegacia de costumes do Estado do Paraná, e era renovado anualmente. Em data de 10 junho de 1980 através da lei nº 7330 nossa casa foi declarada de utilidade pública e reconhecida pelo então governador Ney Braga. No ano de 1981 nosso Babalorixa Sadi t’ Osun, recebeu uma homenagem da Federação Paranaense de Umbanda e Cultos Afro- Brasileiros, pelo seu trabalho de pioneirismo reconhecido no estado, pois na década de 70 existiam bem poucos terreiros no Estado e muitos vinham de outras cidades para Curitiba, buscar orientação com ele, no ano de 2000 nosso Babálorixa recebeu um prêmio muito importante na sua vida, esse prêmio foi dado pelo reconhecimento e por sua dedicação aos cultos afro-brasileiros candomblé e Umbanda recebia então o Troféu Imprensa do Paraná, que é conferido somente aos maiores destaques da comunidade paranaense.
Como disse anteriormente muita coisa mudou, a intolerância religiosa é crime, e hoje temos o dia nacional de combate a intolerância religiosa decretado no dia 21 janeiro, pela lei n º 11.635 sancionado pelo presidente Lula em exercício na época, essa data foi encolhida in memoriam, de mãe Gilda que faleceu nesta data, depois de sofrer fortes perseguições por evangélicos em seu templo, também temos a lei n º:
LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997 – Altera os arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e acrescenta parágrafo ao art. 140 do Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.
“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
Art. 2º O art. 140 do Código Penal fica acrescido do seguinte parágrafo:
“Art. 140. (…) § 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem:
Pena: reclusão de um a três anos e multa.”