Para cultuar orixá, precisa ter muito amor e respeito, precisa dedicar-se muito, para agradecer todo axé recebido, existem muitos mitos sobre a forma de identificar o orixá de uma pessoa, mas apenas uma correta, perguntar a Ifá o Jogo e búzios, é ele quem revela qual seu orixá de cabeça, sua qualidade ( é uma subdivisão, ou uma diferenciação do orixá), e seu juntó ou aduntó (Orixás que completam seu ori) o jogo de búzios só responde na mão daquele que foi devidamente iniciado no segredo culto, e ainda assim tem que ter o dom da vidência, de nada adianta, estar preparado com idade de santo etc… ter estudado a matemática das caídas se ainda assim falta a vidência, não terá as respostas.
O candomblé tem um papel muito importante na vida dos seres humanos, para ajudá-los, pois quando o jogo de búzios fala, nas caídas o que deve ser feito a determinada pessoa, seja a feitura de santo (Iniciação maior no candomblé, onde o neófito passa por um período de reclusão para renascer um novo ser humano, seguindo o novo caminho que será determinado por seu orixá) ou Bori ( cerimônia religiosa para dar comida a cabeça “ori” o tempo de reclusão é bem curto, e esta cerimônia é para dar equilíbrio e trazer saúde ao filho) ou apenas uma limpeza espiritual que chamamos de Ebó ( que serve para tirar negatividades, arrumar problemas cármicos, através da identificação do seu Odú “destino” afastar doenças etc..) os Ebós também podem ser feitos em ambientes como casas, comércios etc.. que é cantado e rezado em nossa língua ancestral que na nossa nação é o Yorubá, é feito com comidas (diversos pratos dos mais variados grãos e outros) pois oferecemos a natureza tudo aquilo que recebemos dela, pois é na natureza que encontramos todo o axé, e não poluímos a natureza jamais, nesses ebós é possível corrigir os caminhos, seja dos negócios, amor, saúde, afastando negatividades e atraindo coisas boas, é somente estando limpo que o filho estará pronto para plantar, novas sementes em sua vida, tendo a certeza que colherá bons frutos.
O Bori é uma pequena iniciação digamos assim, é um compromisso da pessoa com sua cabeça (Ori) nós no candomblé aceitamos nosso ori como um orixá é aquele que nos acompanha desde o primeiro Emi (sopro de vida) até o último sopro, ao realizar a cerimônia de Ebori, oferecemos tudo ao nosso Ori, é ele quem come por assim dizer, passar por esse ritual muitas vezes se faz necessário para buscar saúde, equilíbrio a cabeça e pensamentos, para dar direção a este Ori.
A Feitura é o compromisso maior da pessoa com seu orixá é o renascimento, e compromisso com a religião, é através da feitura que o orixá vai nascer e transformará a vida de seu filho, e com toda certeza para melhor, com muita estrutura, pois tudo que será determinado em seus caminhos de agora em diante será com a benção de seu orixá, para seu filho vencer. O compromisso da feitura também gera uma responsabilidade de comemorar aniversários da feitura, 1 ano 3 e 7 é o que determina a nação de Ketú, essa determinação consiste em repetir as principais oferendas e preceitos, com 7 anos é dado a obrigação de Odú-ejé, apartir dessa dizemos que o orixá esta pronto, o filho está pronto, e se for o seu destino poderá abrir sua própria casa, terreiro, barracão, roça de candomblé etc. E repassar o que aprendeu a seus futuros filhos.
A palavra candomblé remete a brincar por isso se faz muitas festas em comemoração, a determinadas datas, dia de Ogum, dia de Oxossi etc. Iniciação, obrigação de 7 anos, onde o filho passar a ser na comunidade um Egbomy ( irmão mais velho) enfim os orixás sempre merecem que os louvemos, durante um candomblé, o sagrado e o folclore se misturam, os cânticos são rezas acompanhadas pelos sons dos atabaques, e as danças fazem parte das histórias dos orixás, suas tradições se apresentam em sala através da manifestação em seu filho, essas danças contam um período de sua existência, uma passagem do orixá no Ayê.